quarta-feira, 31 de outubro de 2007

POSSO...

Só criei este blog, por causa do meu amor-amigo Herr Swartz ... ...ki situação!!!!
Talvez esteja na hora de destruí-lo ...deletá-lo, para que não o incomode...
Talvez nem seja amor-amigo, nem mesmo amigo-amor....
Acreditei poder ser eu mesma...sempre ... e ser amada, mesmo assim.
Mas... meu sentimento o machuca, o incomoda e ... o irrita!
Não posso expressar meu ciúme, insegurança, dor da saudade, querer..
Só o que lhe interessa é que eu esteja a mimá-lo...
não lhe interessa o meu sentir, seja ele qual for, que não seja paparicá-lo...
Mas ...como tudo ... também esse amor é fruto da minha criação de amor.
Tudo é criação da minha imensa força, poder e energia de amar.
Posso amar por nós dois.
Sempre e pra sempre.
Posso também, além de amar por nós dois, sempre e pra sempre....
Posso amar à distância e ... em total silêncio.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

CONECTIVIDADE

" - Não estou tendo conectividade..." disse-me ele ... Quer dizer o que? Estar junto? Querer estar?... Estou sofrendo, literalmente, por uma sombra, um devaneio, um desejo, um sonho, ou um pesadelo! Me vejo insana, onde me via romântica... Me vejo desequilibrada, Onde me via real! O que esta virtualidade está me tirando? Ou está me acrescentando? Estou calculando? Ou estou sofrendo? Só sei que estou fugindo, em namoros, em encenações de amor, pra não entristecer, pra não ficar insensível, pra não morrer...

É DELICADO

É tão reconfortante um amor, um calor... um sussurar preocupado: "- você tá bem? tá confortável? quer algo especial? quer deitar no meu ombro? " É tão confortável amar e se amada(o)... É tão delicado este viver, e esta sorte... É tão difícil manter tudo assim..... confortável....

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

HUMANA

De certo, que há dias, em que damos tanta importância pro(s) outro(s) que nos deixamos morrer... aos poucos...
De certo, que há dias, em que acreditamos que o(s) outro(s) nos dá(ão) vida e calor....
De certo, que há dias, nos quais me descubro frágil, pequena... e encubro meu poder, meu brilho, meu calor e minha beleza, num passe de mágica... da minha criação...
De certo, que há dias, consigo transformar o céu da minha essência, em inferno... tão contagiante que apodreço as águas e as nascentes...
De certo, que há dias, que lucidamente Me vejo e Me amo...como Sou:
Deusa-Mulher-Menina-Beleza-Imortal.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Nossa época converte sexualidade em ideologia - Trecho do Texto de Otávio Paz

(...) No Ocidente, desde Platão, o amor tem sido inseparável da noção de pessoa. Cada pessoa é única – e mais: é pessoa – por ser um composto de corpo e alma. Amar não quer dizer experimentar uma atração por um corpo mortal ou por uma alma imortal, mas sim por uma pessoa: uma fusão indefinível de elementos corporais ou espirituais. O amor não só mescla a matéria e o espírito, a carne e a alma, mas as duas formas do tempo: a eternidade e o agora. O cristianismo aperfeiçoou o platonismo: a pessoa não só é única como irrepetível. Ao romper o tempo circular do paganismo clássico, o cristianismo afirma que só vivemos uma vez sobre a terra e não há retorno. Violento paradoxo: a pessoa que amamos para sempre, amamos uma única vez. A herança árabe refinou a herança platônica e, finalmente, Provença consumou o que podia se chamar autonomia da experiência amorosa. Não é estranho que o caráter paradoxal do amor ocidental – alma e corpo, uma imortal e o outro mortal – tenha suscitado uma série de imagens memoráveis. O Renascimento e a Idade Barroca favoreceram a do ferro atraído pelo ímã. Foi uma metáfora convincente, pois na pedra magnética parecem fundir-se os pares irreconsilháveis de que está composto o amor. O imã, pedra imóvel, provoca o movimento do ferro; por sua vez, como o imã, a amada é um objeto que nos atrai e nos move até ela, quer dizer, é um objeto que se torna sujeito sem deixar de ser objeto. (...) Diferenciais entre o amor e o erotismo. O primeiro é histórico, quer dizer: se vamos dar crédito aos testemunhos do passado, aparece somente em certos grupos e civilizações. O segundo é uma nota constante em todas as sociedades humanas: não há sociedade sem ritos eróticos como não há sociedade sem linguagem e sem trabalho. Além disso, e principalmente: o amor é individual. Ninguém ama, com amor amoroso a uma coletividade ou a um grupo; apenas uma única pessoa. O erotismo, ao contrário, é social: por isso, a forma mais antiga e geral de erotismo é a cerimônia coletiva, a orgia, o bacanal. O erotismo tende a enaltecer não o caráter único do objeto erótico, mas suas singularidades e excentricidades – e sempre em benefício de algum poder ou princípio genérico, como a natureza ou as paixões. O amor é o reconhecimento de que cada pessoa é única e aí que sua história, na idade moderna, confunda-se com as aspirações revolucionárias que, desde o século XVIII proclamaram a liberdade e a soberania de cada homem. O erotismo, ao contrário, afirma a primazia das forças cósmicas ou naturais: nós homens, somos os joguetes de Eros e de Thanatos, divindades terríveis. (...)

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Pais e filhos ...

Afetos desencontrados, Alegrias sufocadas, em Almas ageminadas... Um é reflexo do outro. O outro é criação de Um. São cuspidas e escarradas, Suas almas, de tão iguais... Dizem que as famílias, De tão semelhantes, Só mudam de endereço.... Endereço, RG, CPF e Carteira profissional.... Pedreiro, Advogado, Faxineiro, Boleiro, Cantor, Dançarino, Mestre.... de qualquer coisa.... Sentem, Amam, Sofrem, Como eu E você.... Pais...e fihos.... Apaixonadamente, Amorosamente distantes.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

O amor

O Amor! Ah...o amor... É o gozo, Pelo próprio gozo. É o prazer, Pelo próprio prazer. É a paixão, Por ela mesma... È como a música.... O tesão é por sua melodia, Pelo seu ondular... Pelo toque nos ouvidos... Por sua essência e movimentos. Não nos interessa o autor, Sua idade, Seus gostos, Em que estava pensando, Mas o prazer de ouvi-la, Senti-la.... Mesmo que, por vezes, Sua letra não nos apaixone.... A música, o amor... Só são sentidos pelo próprio Amor, Ou pela própria música Que há em nós. Doryka 22/ago/2007 – iniciei esses versos, nesta manhã, pensando no meu amor, não mais virtual, real, Igor às 9h30m 23/ago/2007 – terminei esses versos, pensando no Igor, às 15h59m

Caminhando

Trilhei vários caminhos...
Veredas severas, Estradas místicas, Vilas estreitas e quietas, Alamedas amplas e livres... Colhi frutos, na caminhada. Como também flores.... Acidentei-me... Por vezes, Sofri, Senti-me Feliz... Ensinei, Desaprendi... Aprendi ... Que as regras devem ser estudadas.. Perfeitamente, Para serem violadas, Quando se convém... Que a severidade, As regras, O misticismo, A liberdade plena e irrestrita... São todas facetas de um mesmo segmento. Porém, A alegria sincera e plena, Somente essa, nos liberta de nós mesmos E de tudo o mais. Nos torna imunes, poderosos, deuses... Portanto, Que a grande busca Seja pela alegria sincera e plena. E cada um de nós tem Um local, Uma forma, Um jeito, Uma medida, Uma cor, Um som, Um gosto só seu, Particular, Único, Para encontrá-la. Doryka Sampa/21/ago/2007/12h (Dobram os sinos da Catedral da Sé, neste momento)

Imaturidade

Imaturidade
Sei que sou infantil,
No meu sentir e reagir...
Sei que meu afeto...é criança e frágil...
Sei que, não sei...adulta ser..
Com as turbulências do coração...
Sei que meu amor... é só amor...
Um sentir intenso e um desejo...
Sei que não é só querer...Sei que não é só desejo...S
ó não sei se algum dia saberei, ou
Vivenciarei e amarei com o comportamento Do verdadeiro amor...