sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

IMAGINE...

Se quando apenas tua imagem me é vista, e todo esse alvoroço me provoca.
Imagine então, quando poetisas, por ti mesmo ou por outros, presenteando-me com elas...
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 23h38m

NÃO PRECISA MUITO ...

Pra irromper,
De pronto,
A poesia,
Quando apenas
Sua imagem
Me é vista.
Não precisa muito,
Pra eclodir.
O imenso turbilhão
De sensações,
Agradáveis e desagradáveis,
Que apenas sua imagem me provoca.
Não precisa muito,
Pra eu saber,
O quanto você
Bagunça meus hormônios...
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 23h23m

COMO ESSA TRANSA COMEÇOU ...

O monitor me mostrou
BAUDELAIRE,
Trazido pelas mãos
Do Meino Cor de Jambo.
Seu espírito penetrou-me
Súbitamente,
Sem cerimônias.
Já não mais estava só,
A observar.
Já estava a intercambiar,
Com eles.
Baudelaire, o Menino Cor de Jambo e
Eu!
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 23h17m

40' DE PRAZER

Início: 22h12m
O corpo todo
Quer
Escrever,
Poetisar,
Cantar a melodia
Sem música,
A música sem
Notas,
Partituras,
Tons,
Ou semitons.
O corpo todo
Quer dançar.
A dança
Sem movimento.
A dança,
Sem o corpo.
A dança da alma,
Que baila
Nos dedos
Saltitantes e alegres
A ferver no teclado
E se olha no telão,
Da pista, na balada
Da tela luminosa
Do monitor do meu PC.
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 23h12m

É QUASE UM ORGASMO ...

Quase...
As preliminares são fortes,
As sensações...
Alucinadas...
O corpo todo escreve,
Os dedos bailam ao digitar.
O corpo todo
Poetisa
e
por fim,
Goza ...
O gozo dos poetas!
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 22h56m

NAMORANDO ...

Namorando a tela,
Do monitor do meu PC.
Encantada com as palavras,
Os dedos correm
Pelo teclado,
Brincando,
Saracutiando,
Como crianças,
Na calçada,
Brincando de amarelinha.
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 22h54m

JORRA FONTE, JORRA!

Jorra seu deleite,
Jorra sua alegria,
Jorra sua dor,
Seu temor,
Seu prazer, Sua ansiedade,
Sua liberdade,
Sua libertinagem,
Sua luxúria.
Jorra,
Seu tesão em despir-se
Toda ...
Suada pelo calor de seu
Despudor
De entregar-se à poesia,
Ao enlêvo
Das palavras,
Desenhadas na tela
Da máquina fria,
Que a torna extasiantemente
Quente ...
De tesão,
Pela sublimação,
De toda essa energia !
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 22h52m

PRAZER !

Aquela sensação de bem estar,
De integridade,
De legitimidade,
Autenticidade,
Verdade,
Integração com tudo,
E com todos,
Ou nem todos.
De bem com a própria alma,
Esteja ela,
Em qualquer estado,
De humor,
De consciência,
De sentimento.
Prazer é estar de bem consigo,
À vontade com suas alegrias,
Felicidades
e
Misérias.
Prazer é deixar-se
Ser,
Estar,
Sentir,
Manifestar,
Expressar ...
Sua alma,
Sua alegria,
Sua dor.
Sem pudor,
Censor,
Ou temor.
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 22h44m

O que inspira o poeta?

Um Desejo ardente?
Um sonho?
Um ideal?
Um amor?
Uma dor?
Uma paixão?
Uma decepção?
Uma saudade?
Uma desilusão?
Uma alegria?
Um deleite?
Ou apenas o prazer de viver?
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 22h37m

A fonte 2

A fonte jorra ...
Seu poema
Límpido
Sincero
Brilhante
Cúmplice
Atávico
Eterno ...
Humanamente poético.
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 22h35m

À olhos vistos ...

À olhos vistos,
Definho de desejo.
Porém, ele mesmo,
Me sacia,
Alimenta e
Remoça...
À olhos vistos,
Envelheço de saudade
E por fim,
Rejuvenesço,
Com tal velocidade e gozo,
Que já não sei,
Se é negro ou branco,
Bonito ou feio,
Bom ou mal,
O amor e
A sua dor.
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 22h33m

A FONTE

Despeja a fonte,
A inspiração,
A Ternura,
O Desejo,
A Poesia...
Despeja a fonte,
A sua beleza
Lembrada,
Sonhada e
Arredia ...
Despeja a fonte,
Tudo
Que é belo,
Lascivo,
Pueril,
E seu ...
Despeja a fonte,
A poesia,
Que vem
De você,
Dentro de mim.
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 22h28m

Ao menino cor de jambo

Portanto,
Menino Cor de Jambo.
Antes que possamos
Arriscar um tango,
Me dispo,
Pra que não te enganes,
Sobre o que vais encontrar,
Em mim.
Vais encontrar afeto.
Daqueles não mais encontráveis.
Vais encontrar desejo,
Daqueles não mais vividos.
Vais encontrar amor,
Daquele jamais conhecido.
Vais encontrar uma mulher,
Daquelas que nunca nasceram.
Vais encontrar a paz,
Daquela que só sabes o nome.
Vais encontrar paixão,
Daquela que só o inferno e o céu
São testemunhas.
Vais encontrar o desconhecido,
Daqueles que todos conhecem.
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 22h22m

Decisório decisivo

De ora em diante
Não emprestarei mais
Palavras de poetas.
Não me deterei mais,
Por agora,
Com seus deleites
Ou angústias.
Espiarei agora, m’alma
E solicitarei dela
Intimidade.
Seremos cúmplices,
Amigas
E amantes.
Confidenciaremos então,
Nossos desejos mais alucinados.
No papel, que a tudo aceita,
Registra e deixa à espreita.
São Paulo – Capital – Tatuapé – 24/jan/2008 – 22h14m